Os 13 melhores de 2013

2013 foi o ano no qual alguns dos integrantes (incluindo eu, rs) menos postaram por aqui, devido a estudos e trabalhos. Por outro lado, foi um ano culturalmente bom, com vários lançamentos, o que torna ainda mais difícil a seleção para este post.

Abaixo, como já é de costume, apresentamos aqueles que, a nosso ver, foram os 13 melhores de 2013 não postados no blog. Lembrando que, estes não foram necessariamente produzidos, veiculados ou lançados em 2013, mas foram “absorvidos” por nós durante este ano. Boa leitura!

Os-13-melhores-de-2013A primeira temporada de Arrow(por Lucas Ávila)

ARROW

“Meu nome é Oliver Queen, e durante cinco anos eu tinha apenas um objetivo: sobreviver!” Com bastante realismo, ação e uma história criativa, coesa e pé no chão, a primeira temporada de Arrow deu um sobrevida ao defensor da aqui “Starling City”, e se não repetir as lambanças de Smallville, tem tudo para ser uma série memorável e digna do Arqueiro Verde.

– Os vinte anos de “Filmes de Guerra, Canções de Amor” (por Lucas Ávila)

ENGENHEIROS DO HAWAII

Em 1993, muito antes do “Acústico MTV” virar uma grife de luxo para dar um novo gás em bandas consagradas que passam por maus momentos na carreira, o Engenheiros do Hawaii, quando estava justamente no auge de sua fama e forma com a formação clássica “Gessinger, Licks e Maltz”, lançou seu primeiro unplugged, que veio a coroar um momento brilhante da banda gaúcha, com reinterpretações de clássicos e lados B belíssimas, sendo orquestradas pelo grande Wagner Tiso, e duas canções inéditas. Nunca antes na história do rock tupiniquim se viu um registro de beleza e grandiosidade sonora única.

– Perigo por encomenda (por Lucas Ávila)

PERIGO POR ENCOMENDA

Concentração, equilíbrio, rapidez, malandragem, uma edição dinâmica, o trânsito caótico de Nova Iorque somado a uma ótima interpretação de Joseph Gordon-Levitt e um roteiro criativo, fizeram com que o filme do diretor David Koeep fosse um dos melhores que vi em 2013!

– Nerdovski (por Lucas Ávila)

NERDOVSKI

Se houve uma constatação no ano passado, foi a de que a TV está caminhando para sua morte agonizante e amarga, e muito se deve ao surgimento de canais de conteúdo relevante e de qualidade no Youtube e em sites especializados, e uma prova de que isso pode ser o novo caminho de uma nova era para o tubo mágico em que você monta a sua programação, é o programa dedicado ao cinema e cultura pop “Nerdovski”. Desenvolvido e apresentado pelo crítico Roberto Sadovski, o ex-editor da saudosa revista SET, mostra que é possível falar de uma das artes mais apaixonantes do universo de uma forma inteligente, criativa, descontraída e interativa. Um gol de placa, que também o será em 2014, 2015, 2016, e muitos e muitos anos!

– Os Suspeitos (por J.Júnior)

OS SUSPEITOS

Este é o tipo de filme que joga na sua cara uma simples questão: “Até onde você iria para conseguir o que quer ou para proteger uma pessoa amada?”

Na cidade de Boston, Keller Dove (Hugh Jackman) vai levar essa questão a sério. Após o desaparecimento de sua filha, a única pista que ele tem em mãos é um suspeito com deficiência, Alex Jones (Paul Dano). Ao mesmo tempo em que Keller precisa superar sua dor de pai, também tem que controlar e acalmar a sua esposa Grace Dover (Maria Bello), que está em pânico.

Durante esse desaparecimento a busca é dirigida pelo Detetive Loki (Jake Gyllenhaal), que está disposto a tudo para resolver esse caso em que a cada pista parece levar a um labirinto sem saída e cada ação pode não ter mais volta.

Outro ponto alto deste maravilhoso filme de suspense e tensão é a interpretação do personagem Detetive Loki. Fiquei perplexo. Jake Gyllenhaal merecia, de fato, ter concorrido a alguns prêmios por esse personagem.

– Nova Marvel (Marvel Now) (por J.Júnior)

MARVEL NOW

Após o evento Vingadores Vs X-Men, a Marvel renovou seu quadrinhos, começando todos pelo nº 1. Os personagens não começaram tudo de novo, mas tiveram um novo posicionamento e visão. Novos artistas envolvidos, novas equipes e muita coisa com uma nova roupagem, mas como foi falado antes, “não começaram tudo de novo”, são os mesmos personagens em novas situações e abordagens. Muitos dizem que isso foi resposta à sua concorrente DC Comics, que com seus Novos 52, zerou todo seu universo, começando tudo do zero.

Nessa Nova Marvel, tivemos várias surpresas, algumas ruins e outras boas, assim como tudo na vida. Das edições que li, vou nomear as duas melhores, duas que ficaram bem acima da média no que se diz respeito a revistas de heróis:

1. Gavião Arqueiro: Sempre achei o personagem Gavião Arqueiro (Clint Barton), um personagem bacana, com personalidade muito forte, mas nunca imaginaria que teria uma revista com uma qualidade tão boa, que, inclusive, já conquistou até algumas premiações para a editora.

Na série, com o roteirista Matt Fraction, acompanhamos o dia-a-dia de Clint Barton em seu bairro. A história é narrada no melhor estilo de séries, com os maravilhosos traços de David Aja e com capas que dão vontade de ver cada vez mais.  Leitura essencial para quem perdeu as esperanças com revistas de super heróis.

2. Thor, God of Thunder: Sempre achei que o universo do Thor na Marvel era mal aproveitado, pois tinha um potencial muito grande, mas que muitas vezes não era aproveitado totalmente.

Quando vi os teasers da Marvel Now, fiquei meio surpreso com a roupagem dada ao herói pelo Esad Ribic, algo bem bárbaro e épico. Após ler a história com os roteiros de Jason Aaron, senti um universo no melhor estilo Conan e God of War (game).

Na história, Thor precisa enfrentar o carniceiro/serial killer de deuses em três eras diferentes: com o protagonista jovem, em tempos atuais e velho.
Uma história bem narrada e muito bem ilustrada, especial para quem gosta de temas épicos.

– Sandman (por J.Júnior)

SANDMAN

Há quase 30 anos venho acompanhando vários quadrinhos, de vários estilos e formas. Durante esse tempo, ouvi rumores sobre uma HQ lendária, chamada de Sandman. Eu pensava que era o mais puro exagero, pelo que lia a respeito. Mas nesse ano de 2013 resolvi ler a 1ª edição histórica, que eu tinha comprado há algum tempo, mas estava sem tempo para leitura. Ao ler percebi que os rumores eram totalmente verdadeiros e me deparei com um universo literário infinito de sonhos, magia e ilusão.

Magistralmente bem escrita por Neil Gaiman, lançado pela editora de quadrinhos adultos Vertigo, Sandman narra a história de Morpheus (aparência bem similar ao cantor Robert Smith/vocalista da banda The Cure). Ele possui o Reino do Sonhar, para onde vão as almas de todos que dormem, lá estão todas as lembranças e pensamentos da hora do sono, o que resulta em várias realidades alternativas e seres imaginários. Toda a sanidade dos seres vivos depende de uma boa administração desse plano existencial, pois já que essa realidade é mental os seres podem vazar para lá e para cá. Morpheus executa sua função de controle desse reino de forma espetacular, até que é aprisionado por vários anos por um mortal…

– L.A. Noire (por J.Júnior)

L.A. NOIRE

Gosto muito da temática Noir, porém, encontram-se poucos filmes/livros/quadrinhos bons no estilo. Foi no jogo de PS3 L.A Noire que encontrei tudo que eu imaginava e esperava sobre o tema.

Este jogo é de mundo aberto, ou seja, você está livre para ir onde desejar ou simplesmente seguir a missão indicada. Nele, além de perseguir, atirar, bater, andar de carro, fazer autópsias em cadáveres, você mais do que nunca deve olhar nos olhos do interrogado ou suspeito e fazer o possível para descobrir se eles estão falando a verdade ou não, o que se torna mais difícil quando você deve entrevistar atores/atrizes, que têm bastante facilidade em manipular os sentimentos e expressões.

Essas investigações e relatórios são a essência do jogo, você sente na pele a correria de horas e horas de investigações, falsas pistas, casos abertos que se emendam um com outro e pessoas mentirosas ou falta de provas para acusar um culpado.

O jogo conta ainda com várias interpretações, captadas por atores reais de Hollywood. É tudo muito lindo e agradável de se jogar, mesmo para os noobs em inglês como eu (nessas horas é que se usa a namorada translate, rs).
A história gira em torno do Policial Detetive Cole Phelps (Aaron Stanton, de Mad Men), que tem como plano de ação uma Los Angeles dos anos 40. Nessa cidade infestada de crime e corrupção é onde você vai se deparar a lindas modelos, atrizes, gangsteres poderosos, cafajestes dos mais variados tipos e pessoas comuns, que estão apenas fazendo o possível para passar o dia a dia. Mas como diferenciar essas pessoas? Isso quem vai dizer é quem estiver jogando esse maravilhoso, realista e artístico game.

– Os Miseráveis (por A.Paula)

OS MISERÁVEIS

Ainda que o clássico literário de Victor Hugo, Os Miseráveis (Les Misérables) já tenha ganhado diversas adaptações ao longo dos anos, tanto para o teatro quanto para o cinema, o diretor Tom Hooper, juntamente com um elenco fabuloso, conseguiu trazer às telonas um musical repleto de força, emoção e beleza. 

O filme se passa em uma Paris do século XIX e conta a história de Jean Valjean (Hugh Jackman), que havia sido condenado à prisão por ter roubado um simples pedaço de pão, para alimentar sua irmã e sobrinhos, acometidos pela fome. Após anos de escravidão e tentativas de fuga, Jean Valjean é finalmente libertado, porém, sai da prisão com um documento que atesta que ele seria um homem perigoso, dessa forma seria impossível conseguir um emprego ou fazer qualquer outra coisa em sua vida. Porém, Jean consegue refazer sua vida ao se tornar um bem sucedido político e dono de uma fábrica, onde se passa por outra pessoa. Como nem tudo são flores, ao ajudar um senhor a sair debaixo de uma carroça, o Inspetor Javert (Russell Crowe) fica surpreso com a força do prefeito e começa a desconfiar que ele seria seu antigo prisioneiro.

Em diversas sequências, de monólogos cantados, Jean Valjean pode sentir o peso de sua consciência com relação à farsa que criou, onde questiona sua atitude de se esconder por trás de uma identidade falsa enquanto outras pessoas são culpadas e condenadas como se fosse ele. É ao conhecer Fantine (Anne Hathaway) e ao fazer uma promessa a ela de que cuidaria de sua filha Cossette como se fosse sua própria filha que Jean encontra um significado para sua existência.

Os Miseráveis, diferente da grande maioria dos musicais, tem um aspecto que, a meu ver, foi muito acertado na direção de Tom Hooper que colocou os atores para cantar ao vivo enquanto atuavam ao invés de simplesmente dublar as canções previamente gravadas em estúdio. Esse aspecto cria um ambiente muito mais completo que faz com que o expectador crie uma empatia ainda maior para com o filme; é possível que se tenha uma experiência totalmente sinestésica: você vê, ouve e, o mais importante, sente tudo o que está acontecendo com uma veracidade e força surpreendentes.

Outro ponto positivo está nos personagens Thénardier e sua esposa (Sacha Baron Cohen e Helena Bonham Carter) que dão uma “quebra” no clima dramático que o filme carrega, se não fossem essas brechas, acho que não daria pra suportar tantos sentimentos misturados e aflorados.

Obrigada, Tom Hooper e elenco por nos presentear com esse espetáculo! E se você não gosta de musicais ou tem algum preconceito com o estilo, esta é uma ótima oportunidade de se dar a chance de apreciar uma verdadeira obra-prima.

– Turma da Mônica – Laços (por A.Paula)

LAÇOS

Laços: a segunda edição das Graphic MSP, que saiu em meados de 2013. De autoria dos irmãos, também mineiros como eu, Vitor e Lu Cafaggi, a obra presenteia os leitores com uma história extremamente bonita aos olhos e ao coração.

Repleta de elementos clássicos que fazem referência não só às clássicas histórias da turminha mais famosa do Bairro do Limoeiro, mas também às típicas e nostálgicas aventuras dos anos 80, a trama da graphic novel gira em torno do desaparecimento de Floquinho, o cachorro (e um dos melhores amigos) do Cebolinha, que foge de casa e o deixa arrasado. Apesar de todos os planos mal sucedidos, coelhadas e confusões, rapidamente Mônica, Magali e Cascão se unem ao amigo para ajudá-lo naquele que seria um dos planos infalíveis mais importantes de sua vida: a busca e resgate de Floquinho, que se transformará em uma grande, e inesquecível aventura.

Logo no início da história participamos do primeiro, e emocionante, encontro entre Cebolinha e Floquinho: o momento em que ambos, ainda bebês, são apresentados um ao outro. É impossível não se sentir como parte daquele momento: a curiosidade do menino, o primeiro contato e, por fim, aquele olhar de “amor à primeira vista” e cumplicidade pra toda a vida entre ambos.

A meu ver, essa emoção que foi despertada neste momento do enredo é o laço que prenderá o leitor àquilo que virá pela frente: é impossível não se comover com a tristeza que toma conta de Cebolinha quando seu pai não traz Floquinho, ou ao menos notícias dele, para casa depois do trabalho.

A aventura em que os amigos vão se envolver é outro ponto alto no enredo e envolve dificuldades como o encontro com a turma de valentões da outra rua, o fato de terem que passar a noite sozinhos no Parque das Andorinhas, entre outros. A cada nova página, diálogo e detalhe que percebemos, fica cada vez mais claro que os laços que unem essa turma de amigos são atados por uma amizade tão forte e verdadeira que transpõe qualquer adversidade.

Para finalizar, destaco a participação especial que Lu e Vitor Cafaggi proporcionaram a alguns personagens secundários: ainda que não identificados pelos seus nomes, impossível, para quem acompanha a turminha há anos, não reconhecer personagens como Aninha, Titi, Xaveco, Franjinha…

Sem dúvida, Laços é uma das (senão A) melhores leituras do ano! Recomendadíssima!

– Vingadores Vs X-Men (por A.Paula)

Vingadores-versus-X-men

A Marvel já usou os crossovers (encontros de heróis) em diversas oportunidades como fórmula para aumentar as vendas de quadrinhos. Esses encontros, muitas vezes, podem resultar na morte de alguém e na grande dúvida sobre qual dos lados merecem a torcida do leitor, mais uma vez, isso poderá ser visto em Vingadores Vs X-Men.

Com a Força Fênix se aproximando da Terra, dois dos mais famosos grupos de heróis irão entrar em desavença. Para os Vingadores, a Fênix significa destruição e precisa ser parada. Para os X-Men, essa é a chance de salvação dos mutantes, e Esperança Summers é a única que pode controlar essa poderosa força.

Em uma trama bastante interessante, nessa saga poderemos ver os maiores heróis do Universo Marvel em confronto, cada um defendendo aquilo que acredita ser melhor para combater ou fazer vingar a Força Fênix. Em outros momentos passados, essa “entidade” causou grandes problemas para os mutantes e agora a forma com que este evento será conduzido pode mudar o rumo daquele universo para sempre.

– Resident Evil 6 (por A.Paula)

Resident-Evil

A cada nova edição lançada da franquia mais famosa de survival horror, Resident Evil, é possível perceber, claramente, as mudanças que a série sofreu de um número para o outro e com Resident Evil 6 não aconteceu de maneira diferente: o título mais recente da série resolveu apostar em menos sustos e mais ação.

Com uma história muito bem estruturada e dividida, o jogo apresenta, a princípio, três campanhas diferentes para a escolha do jogador (Leon, Chris e Jake) que, após serem finalizadas, liberam uma quarta opção de jogo com Ada Wong. Mantendo as características de seu antecessor, em Resident Evil 6 as campanhas também podem ser jogadas por dois jogadores simultâneos. Uma novidade que aparece nessa edição é a possibilidade de um terceiro ou mais jogadores entrarem no seu jogo como uma criatura, ou seja, tecnicamente, você tem a chance de enfrentar um inimigo mais “inteligente” que os tradicionais (mas, a experiência pode não ser tão emocionante em todas as vezes, já que depende da conexão da internet de cada jogador).

Ainda falando sobre as quatro campanhas (que é um dos pontos altos do jogo), é importante citar que elas mostram pontos de vista diferentes sobre um mesmo fato ou acontecimento e, não importa qual delas você escolha para jogar primeiro, você sempre se encontrará com os outros personagens e, com isso, entenderá melhor cada uma das histórias.

Sem dúvidas, Resident Evil 6 assusta menos, mas possui uma intensidade muito grande.

– Django Livre (por Lucas Ávila, J.Júnior e A.Paula)

Django

Mais um bom filme de Tarantino com uma direção incrível e roteiro super afiado, que garantiu o segundo Oscar em sua carreira. Django Livre faz uma homenagem aos clássicos de faroeste e é temporalmente situado antes da Guerra Civil Americana. Narra a história de Django (Jamie Foxx), um escravo que foi libertado pelo alemão caçador de recompensas Dr. King Schultz (Christoph Waltz). Depois de cumprirem algumas missões, eles partem para encontrar e libertar a esposa de Django das garras do bizarro Calvin Candie (Leonardo DiCaprio) o qual conta com a ajuda de Stephen (Samuel L. Jackson).

Tarantino tem a habilidade de sugar sempre uma ótima interpretação dos atores e, neste filme em especial, vimos isso acontecer novamente com Waltz. Vislumbramos ainda um vilão interpretado por Leonardo DiCaprio que surpreendeu a todos, assim como Samuel L. Jackson que incorpora um vilão de ironia ímpar, um papel totalmente diferente do que ele está acostumado em seus vários filmes.

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