O Impressionante Exorcismo de Casagrande

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Vila Leopoldina, zona oeste de São Paulo, setembro de 2007. Em um apartamento o DVD do The Doors está no talo, e o lendário Jim Morrison canta fortemente os impactantes versos: “This Is The End, my only friend, the end. Of our elaborate plans, the end. Of everything that stands, the end.” (Este é o fim, meu único amigo, o fim. De nossos planos elaborados, o fim. De tudo que está de pé, o fim.).

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O Caldeirão Mágico Esquecido

Pavões Misteriosos

Por que tantos discos clássicos, artistas talentosíssimos como Raul Seixas, Secos & Molhados, Novos Baianos, Guilherme Arantes, Rita Lee (fase solo), Zé Ramalho, Fagner, Ednardo, Odair José, As Frenéticas, entre outros, foram lançados nos anos 70? E por que no período entre a era de ouro do rádio nacional até os anos 60 com a Bossa Nova e o Tropicalismo, até o estouro do Brock dos anos 80, falta uma quantidade considerável de livros sobre ele?

Foi tentando buscar respostas para essas perguntas, e visando preencher essa lacuna na bibliografia musical nacional, que o renomado jornalista André Barcinski lançou em agosto de 2014 seu quinto livro: Pavões Misteriosos.

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Resgatar o Matt Damon vale muito a pena, e com Ridley Scott no comando vale mais ainda.

Perdido em Marte

Não existe uma fórmula precisa que resulte um filme memorável, já que para ele alcançar o devido o status, uma série de fatores entra em cena; mas, parece que há uma infalível, contrariando essa ideia: missão de resgate + Matt Damon + um grande diretor no comando = FILMAÇO! E essa máxima se confirma no retorno de Ridley Scott ao gênero que o consagrou: Perdido Em Marte (The Martian, EUA, 2015).

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Nem abacaxi. Nem Coca.

Sniper Americano

Se você pertence ao grupo que ao se deparar com Sniper Americano (EUA, 2014), já o inclui na lista negra de filmes “Não Quero Ver” por ser mais um filme para exaltar o patriotismo norte-americano que irá alienar milhões, ou até mesmo sob o argumento de “exaltar a violência”, sinto lhe informar que está perdendo a chance de ver um dos casos mais interessantes do Oscar 2015 e da grandiosa filmografia de Clint Eastwood.
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Menos Off. Mais Som.

Tim Maia

É inegável que falta uma cinebiografia de grandeza na trajetória das produções verde-amarelas; mesmo com algumas boas e ótimas tentativas, nenhuma delas conseguiu o feito de estar a altura de seu biografado com uma narrativa que saiba equilibrar os aspectos positivos e negativos do mesmo.

Mas, eis que surge a oportunidade de ouro para romper essa escrita: o mito da soul music brasileira, dono de um talento e poder vocal incrível, de personalidade forte, carismático e síndico do Brasil ganha seu registro na tela do cinema: Tim Maia.
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Nem tudo que reluz é ouro

Garota Exemplar

Não há nada pior do que ler uma crítica, ouvir alguém comentando sobre um filme novo, ou até mesmo ver um trailer que entregue a sua grande surpresa; o lance de um spoiler ter mais peso que um corte de espada, realmente faz muito sentido.

Infelizmente para se analisar Garota Exemplar é impossível de se fazer sem a utilização dos spoilers, portanto, se você não o viu ainda, pare sua leitura por aqui; agora, se você já viu ou não se importa, convido para prosseguir comigo neste post.
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Memórias de uma geleia derretida

Eu Sou Ozzy

“Diziam que eu nunca escreveria este livro. Bom, que se fodam- porque aqui está ele. Tudo que preciso é me lembrar de algo… Droga, não consigo me lembrar de nada. Oh, só dessas coisas…”

É com essa honestidade e ironia, com que um dos maiores ícones da história do rock e da música, Ozzy Osbourne, abre sua autobiografia, onde reúne lembranças do que sobrou das memórias de sua geleia derretida (termo usado para referir ao seu cérebro), que mesmo apresentando “falhas no sistema”, consegue trazer um revelador panorama de como conseguiu ser uma figura tão amada durante várias gerações, apesar de ter feito cagadas catastróficas.

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Escolha a vida

Choose Life

Escolha a vida. Escolha um emprego. Escolha uma carreira. Escolha uma família. Escolha uma televisão enorme. Escolha máquinas de lavar, carros, CD players e abridores de latas elétricos. Escolha saúde, colesterol baixo e seguro dentário. Escolha uma hipoteca a juros fixos. Escolha sua primeira casa. Escolha seus amigos. Escolha roupas esportes e malas combinando. Escolha um terno entre uma variedade de tecidos. Escolha fazer concertos em casa e pensar na vida domingo de manhã. Escolha sentar-se no sofá vendo games shows chatos na TV comendo porcaria. Escolha apodrecer no final, numa casa miserável, tornando-se uma total vergonha para os filhos egoístas que pôs no mundo para substituí-lo. Escolha seu futuro. Escolha sua vida.  Eu escolhi não escolher uma vida, eu escolhi outra coisa. E a razão? Não há razões. Quem precisa de motivos quando se tem heroína?

Com esse discurso rasgado e impactante, narrado em off por Ewan McGregor, que somos apresentados a um dos grandes clássicos cult dos anos 90, responsável por catapultar não só a carreira do ator, como também a do diretor Danny Boyle: Trainspotting.
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Oferta Irrecusável

O Poderoso Chefão

A oferta era realmente irrecusável, e nem era necessário um gângster apontar um revólver na cabeça para poder aceitá-la de forma “amigável”: assistir numa sessão corujão no sábado as cinco pra meia-noite, o clássico imortal O Poderoso Chefão na telona.
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Cheiro de Oscar

Com roteiro bem adaptado e excelente direção, filme traz uma ação de contrastes.

Com roteiro bem adaptado e excelente direção, filme traz uma ação de contrastes.

Os deuses da sétima arte ultimamente andam  muito generosos com os cinéfilos, pois há tempos não se via um fim de ano recheado com ótimas opções, daquelas que valem muito a pena pagar o ingresso para adentrar numa sala escura de projeção.

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