Escolha a vida

Choose Life

Escolha a vida. Escolha um emprego. Escolha uma carreira. Escolha uma família. Escolha uma televisão enorme. Escolha máquinas de lavar, carros, CD players e abridores de latas elétricos. Escolha saúde, colesterol baixo e seguro dentário. Escolha uma hipoteca a juros fixos. Escolha sua primeira casa. Escolha seus amigos. Escolha roupas esportes e malas combinando. Escolha um terno entre uma variedade de tecidos. Escolha fazer concertos em casa e pensar na vida domingo de manhã. Escolha sentar-se no sofá vendo games shows chatos na TV comendo porcaria. Escolha apodrecer no final, numa casa miserável, tornando-se uma total vergonha para os filhos egoístas que pôs no mundo para substituí-lo. Escolha seu futuro. Escolha sua vida.  Eu escolhi não escolher uma vida, eu escolhi outra coisa. E a razão? Não há razões. Quem precisa de motivos quando se tem heroína?

Com esse discurso rasgado e impactante, narrado em off por Ewan McGregor, que somos apresentados a um dos grandes clássicos cult dos anos 90, responsável por catapultar não só a carreira do ator, como também a do diretor Danny Boyle: Trainspotting.
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O retrato de uma turbulência

Filme icônico de 1995 retrata a crise vivida por jovem viciado em drogas com uma realidade impressionante.

No post de hoje, minha intenção não é a de fazer mais uma propaganda de conscientização de prevenção contra o uso de drogas, coisa que nosso governo, ONG’S e programas popularescos de auditório, vivem discutindo e martelando em nossa cabeça, através de reportagens, documentários e anúncios; mesmo sendo contra o uso delas, não vou reforçar isso, até porque o filme que irei retratar aqui consegue cumprir esse papel, de uma forma tão espetacular, que sinceramente, acho que se uma pessoa tem a vontade de experimentar alguma droga e assistir Diário De Um Adolescente e não perder essa vontade, honestamente desisto desse mundo.

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