Redescobrindo o Brasil magistralmente

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Não é preciso muitas audições para sacar que “Angels Cry”, primeiro disco do Angra lançado em 1993, era um trabalho muito acima da média: produção impecável, arranjos de extrema qualidade, solos de guitarra virtuosamente bem executados, bateria poderosa, baixo pulsante, alcances vocais impressionantes, e hinos monumentais como “Carry On”, “Time” e a faixa-título.

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O Caldeirão Mágico Esquecido

Pavões Misteriosos

Por que tantos discos clássicos, artistas talentosíssimos como Raul Seixas, Secos & Molhados, Novos Baianos, Guilherme Arantes, Rita Lee (fase solo), Zé Ramalho, Fagner, Ednardo, Odair José, As Frenéticas, entre outros, foram lançados nos anos 70? E por que no período entre a era de ouro do rádio nacional até os anos 60 com a Bossa Nova e o Tropicalismo, até o estouro do Brock dos anos 80, falta uma quantidade considerável de livros sobre ele?

Foi tentando buscar respostas para essas perguntas, e visando preencher essa lacuna na bibliografia musical nacional, que o renomado jornalista André Barcinski lançou em agosto de 2014 seu quinto livro: Pavões Misteriosos.

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Memórias de uma geleia derretida

Eu Sou Ozzy

“Diziam que eu nunca escreveria este livro. Bom, que se fodam- porque aqui está ele. Tudo que preciso é me lembrar de algo… Droga, não consigo me lembrar de nada. Oh, só dessas coisas…”

É com essa honestidade e ironia, com que um dos maiores ícones da história do rock e da música, Ozzy Osbourne, abre sua autobiografia, onde reúne lembranças do que sobrou das memórias de sua geleia derretida (termo usado para referir ao seu cérebro), que mesmo apresentando “falhas no sistema”, consegue trazer um revelador panorama de como conseguiu ser uma figura tão amada durante várias gerações, apesar de ter feito cagadas catastróficas.

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Encontro por Acaso

A forma como conheci as obras, do maravilhoso artista Keith Haring foi duas vezes por acaso.A segunda foi ontem de madrugada, ao assistir o Notícias MTV que noticiava uma exposição com obras de Haring em São Paulo.Ao me deparar com os desenhos veio um click na minha mente:  “Já vi essas imagens antes!” E realmente as tinha visto, na minha infância, quando minha mãe tinha uma blusa de fundo branco com várias imagens que eram desenhos dele, que ela usou muito em 94 e 95.

Artista usou várias de suas obras como combate à AIDS

Keith Haring estudou durante dois anos (de 76 a 78) na escola de artes de Pittsburgh.Antes de concluir o curso transferiu-se para Nova Iorque, onde começou a se interessar pelos graffitis e ganhou notoriedade ao desenhar com giz as estações de metrô da cidade.

Na década de 80 pintou vários murais pelo mundo- de Sidney a Amesterdão e até mesmo o muro de Berlim.Amigo pessoal da cantora Grace Jones, o artista pintou a artista em seu filme Vamp (de 1986).

Haring pintando a cantora Grace Jones para o filme Vamp

Em 88 assume para Rolling Stone EUA, que é um portador do vírus HIV.E em seguida funda a Keith Haring Foundation, em favor das crianças vítimas da AIDS.

No ano seguinte faz sua última obra pública, perto da igreja de Sant’Antonio Abate,em Pisa, Itália, o grande mural batizado de Tuttomondo, que é dedicado à paz mundial.

Painel Tuttomondo, na Itália, é a última obra do artista

No dia 16 de fevereiro de 1990, vítima de complicações de saúde relacionadas à AIDS,Keith Haring faleceu aos 31 anos.Assim como todo grande artista genial, suas obras ficaram imortais e são e serão por todo o sempre admirada por milhões e milhoes de pessoas mundo afora.

Abaixo segue algumas das obras fantásticas do artista: