Inovação nem sempre é a solução

Os Mercenários 3

Chega até ser irônico, mas num mundo onde a inovação é uma necessidade constante para aqueles que querem conseguir grandes resultados seja qual for seu objetivo, é estranho que determinada situação peça justamente o contrário: manter velhos hábitos.
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Dream team

Elenco de peso garante entretenimento do primeiro ao último minuto.

Quando imaginávamos que haveria apenas um time dos sonhos na história, aquela famosa seleção masculina de basquete dos EUA das Olimpíadas de 92 em Barcelona, que contava com os mitos: Michael Jordan, Magic Johnson, Larry Bird, John Stockton, Charles Barkley, Scottie Pipen, Karl Malone e cia, eis que o grande mito Sylvester Stallone faz Os Mercenários 2 com um elenco que, 30 de 10 fãs de filmes de ação sonhavam em ver reunido em um filme há anos: Arnold Schwarzenegger, Bruce Willis, Jason Statham, Jet Li, Dolph Lundgren e para dar mais peso e brilho ao time: Jean-Claude Van Damme e Chuck Norris!

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PULP FICTION

Fiz um curso de cinema no “Pontão de Cultura do Triângulo”, onde o dever de casa era fazer uma crítica de um dos meus filmes preferidos “Pulp Fiction”, fiz em parceria com Ana Paula. Vejam abaixo o que vocês acham:

Pulp Fiction

Tempo de Violência

Gênero: Policial/Drama

Duração: 154 min.

Roteiro e direção: Quentin Tarantino

Ano: 1994

Elenco: John Travolta, Samuel L. Jackson, Uma Thurman, Harvey Keitel, Tim Roth, Christopher Walken e Bruce Willis

Sinopse: Várias histórias, diálogos rápidos, humor negro e tramas policiais são o ‘pulp’ deste filme indicado ao Oscar de melhor filme em 1994 e vencedor na categoria de melhor roteiro original de 1995.

Pulp Fiction é a quebra dos paradigmas do que seria uma história tradicional: seu enredo é uma coletânea de histórias que não possuem uma linearidade na ordem com que são apresentadas ao telespectador (uma das características mais conhecidas da obra de Tarantino); nada de ‘era uma vez…e viveram felizes para sempre’.

Na trama não existe somente um personagem principal, mas sim um em cada trecho dela. Um personagem com a história completamente diferente acaba entrando por acaso, ou não, na vida dos outros. Destinos cruzados que impulsionam o desenrolar dos acontecimentos.

Tudo isso é feito ao estilo ‘tarantinesco’ da coisa: uma boa pitada de palavrões, diálogos naturais, ao mesmo tempo memoráveis e descritivos, (que são um dos pontos fortes do filme, explicando diversas situações e aspectos psicológicos dos personagens), referências a outros filmes, épocas e expressões artísticas. Sem esquecer das marcas dos crimes e sangue.

Outro ponto positivo da direção de Tarantino é o fato de o filme possuir cenas que, provavelmente, seriam cortadas da história sob a direção de outros. Isso acaba acrescentando bastante aos personagens e, consequentemente, ao conteúdo de Pulp Fiction.

É um filme que traz artistas que estavam esquecidos novamente à tona, unindo o que sempre fizeram de melhor com o que a narrativa pede (John Travolta – Vincent Vega). Sem deixar de lado outros nomes bastante consagrados que são figuras constantes nos roteiros e direções de Tarantino como: Bruce Willis, Uma Thurman, Tim Roth e Samuel L. Jackson nos seus melhores estilos. Até o próprio diretor dá as caras por lá como peça fundamental na trama.

“Um filme bastante inteligente. A obra-prima de Tarantino.”

 

 

 

 

Diálogos

 

Um casal está tomando café em um restaurante e conversam, por um bom tempo, sobre locais que seriam interessantes para serem assaltados. Os dois levantam-se e anunciam um assalto ali mesmo.

Esta é a primeira cena de Pulp Fiction. Um início de certa forma inesperado, confuso e que parece estar avulso ao restante da narrativa, mas que é de grande importância para o desenrolar do filme.

O diálogo é uma das características mais marcantes na obra de Tarantino, principalmente pelo fato de ele o ter tornado algo natural e descontraído, mesmo em momentos tensos. Não poderia ser diferente em Pulp Fiction: no filme temos passagens e mais passagens nas quais os diálogos, por mais estranhos e desnecessários que pareçam à primeira vista.

“_Não odeia isso?

_O quê?

_Os silêncios que incomodam. Por que temos que falar de idiotices para nos sentirmos bem?

_Não sei. É uma boa pergunta.

_É assim que sabe que encontrou alguém especial. Quando pode calar a boca um minuto e sentir-se à vontade em silêncio.”

Até nos momentos em que o diretor utiliza o oposto, o silêncio, nos levam a refletir e pensar qual é o significado daquela pausa e o que virá a seguir na história.

Coincidências, ou não, e/ou referências

 

Para quem conhece um pouco da obra de Quentin Tarantino é fácil notar as coincidências, ou não, que Pulp Fiction possui em relação a outros filmes ou para os quais ele serviu de referência:

– In Tarantino:

1) As “Cinco Sedutoras Secretas”: antes de mais nada, referência ao antigo seriado e depois filme As Panteras (Charlie’s Angels) e que depois serviu como inspiração para a criação do “Esquadrão da Morte Víboras Mortais” em Kill Bill;

2) Os personagens: – Mr. Wolf (Harvey Keitel): no capítulo “A Situação de Bonnie” ele entra em cena escrevendo a palavra “white”, que lembra o seu papel em Cães de Aluguel (Reservoir Dogs): Mr. White;

– Ainda em Cães de Aluguel temos um irmão de Vincent Vega (John Travolta em Pulp Fiction): Vic Vega, ou Mr. Blond;

3) O uso da katana, espada japonesa utilizada pelos samurais e também em Kill Bill, a mesma utilizada em Sin City.

4) Os pés: Outra característica que se pode notar nos filmes de Tarantino é sua fixação por pés. Podólatra assumido, a maioria dos seus filmes mostra closes dos pés de seus personagens (descalços ou não, de mulheres ou não).

– Out Tarantino:

1) A Bíblia: “O caminho do homem justo está bloqueado por todos os lados pelas iniquidades dos egoístas e a tirania dos perversos. Bendito aquele que, em nome da caridade e da boa vontade, é pastor dos humildes pelo vale das sombras. Pois ele é o verdadeiro guardião de seus irmãos e o salvador dos filhos perdidos.
Exercerei sobre eles a minha vingança terrível, furiosos castigos aos que tentarem destruir os meus irmãos. E ficarão sabendo que Eu sou o Senhor quando Eu executar sobre eles a minha vingança.”

Essas são as palavras ditas por Jules antes de transformar alguém em uma “peneira” com seus tiros. A passagem bíblica se repete algumas vezes no filme, servindo como forma de reflexão do personagem sobre sua vida criminosa.

2) A cultura pop: ícones da estética Pop ganham destaque no cenário de Pulp Fiction: músicas, a composição dos ambientes (como na cena em que Mia e Vincent vão até um bar juntos, os letreiros coloridos, a aparição de personagens como Marilyn Monroe e Elvis Presley, o “twist”, entre outros), a “subliminar” estampa do personagem Speed Racer na camiseta de Lance (Eric Stoltz) entre (muitos) outros.

3) O massacre da serra elétrica: na cena em que Butch (Bruce Willis) está  em uma loja de armas/ferramentas escolhendo uma delas e pega em uma serra e em outras armas, lembra uma cena do filme.

 

Técnica

 

Pulp Fiction é um filme em que as câmeras ficam mais estáticas, sem grandes movimentações, porém estas são muito expressivas, passando sensações diferentes a cada posicionamento ou mudança de foco.

Outro aspecto utilizado em Pulp Fiction é a representação dos movimentos das cenas através de cenários (como quando Butch está no táxi, podemos perceber que é o fundo que está em movimento e não o carro onde ele está) técnica que foi bastante utilizada no início da história do cinema.

Relembrando também a forma de apresentação da história, sobre várias perspectivas e como cada um dos “capítulos” se liga ao outro.

Por Ana Paula de Lima e João Jr.