Porrada à moda antiga

Filme tailandês resgata filmes de artes marciais a la Bruce Lee.

Por mais clichê que seja dizer que se não fosse Bruce Lee, os filmes de artes marciais não alcançariam os status de grandes produções com atores e diretores renomados, e à alcunha de filmes Cult, terei de citar o grande mestre que sem o qual este post não existiria.

Tudo começou quando conferi sua primeira produção hollywoodiana, Operação Dragão (EUA, 1971). Ao comentar com meu amigo e sócio deste blog, Mr. Jay Jay, que havia achado o filme muito bom e ter ficado em êxtase com a antológica cena da luta final na sala de espelhos, ele me disse que eu iria gostar muito da produção tailandesa Ong Bak.

Continuar lendo

Chico Xavier: Evolução No Cinema Nacional

Um atestado da evolução do cinema nacional

Escrevo esse post,no ponto alto de minha comoção perante ao belíssimo e fantástico filme: Chico Xavier;que assisti na noite de sexta passada.Mas vamos com calma e por partes.
Tudo começou meio sem querer querendo(como já dizia Chaves),pois tudo estava planejado para assitir ao filme Homem de Ferro 2,que estreou ontem,mas na hora H houve uma mudança de planos.Um amigo(Rogério Vaz) que me acompanhava,disse:”Lucas não anima de ver o filme do Chico não?!” Minha vontade era de convence-lo a opção oposta de ver a estreia do badalado filme de Downey Jr,porem como bom amante do cinema nacional e por uma vontade que vinha nutrindo há um bom tempo,de assitir o filme,resolvi à ir,mesmo tendo perdido os minutos iniciais e os trailers(sim sou daqueles fanáticos que gostam de ver ate o que antecede o filme).Sorte a minha que essa pequena “mudança de planos” seria uma das melhores coisas que já aconteceram em minha vida!
O principal trunfo do filme,sem sombra de dúvidas é o elenco de primeira,cujo os destaques são: Ângelo Antonio – Chico Xavier (jovem) (1931/1959),Nelson Xavier – Chico Xavier (adulto) (1969/1975),que atuam de maneira tão convincente que dá ao espectador a impressão de ver o próprio Chico na telona,Tony Ramos como o produtor do Pinga Fogo,Cristiane Torloni como sua esposa,Pedro Paulo Rangel como o padre amigo de Chico,Luís Melo (pai) e Letícia Sabatela(mãe).
Uma das coisas que mais impressionam tambem é a evolução de Daniel Filho na direção do filme,ele que tem como trabalho notório a comédia Se Eu Fosse Você,mostra com Chico Xavier que é possivel fazer um filme nacional de apelo ao grande público aliado à qualidade.A cena em que madrinha de Chico lhe da garfadas,os movimentos de camera que dão uma impressão de transe quando Chico Xavier tem sua primeira seção mediúnica e no seu primeiro encontro com Emmanuel(seu espirito guia) e o encontro com este na turbulência do avião que o leva à São Paulo para o programa Pinga Fogo(que foi exibido na TV Tupi,em 71),são momentos antológicos não só do filme mas tambem da história do cinema nacional!
Outro ponto forte do filme é o roteiro muito bem feito de Marcos Bernstein;a frase que Chico diz a respeito de sua desencarnação e a que fecha o filme,são sensacionais!
Ao acabar de assistir esta obra cinematográfica,fiquei com uma felicidade extrema,pois Chico Xavier O Filme,juntamente com Tropa de Elite(outro filmaço do cinema tupiniquim),comprova que o cinema brasileiro esta no rumo certo,evoluindo bem,tem tudo para conquistar mais e mais o público e mostra que se seguirmos este caminho não deveremos em nada,para as produções de Hollywood!
FICHA TÉCNICA
Diretor: Daniel Filho
Elenco: Nelson Xavier, Angelo Antonio, Matheus Costa, Pierre Baitelli, Christiane Torloni, Tony Ramos, Cadu Favero, Paulo Goulart, Pablo Sanábio, Gláucia Rodrigues, Cassio Gabus Mendes, Guilherme Fontes, Giovanna Antonelli.
Produção: Claudia Bejarano, Daniel Filho, Júlio Uchoa
Roteiro: Marcos Bernstein
Fotografia: Nonato Estrela
Trilha Sonora: Egberto Gismonti
Duração: 125 min.
Ano: 2010
País: Brasil
Gênero: Drama
Cor: Colorido
Distribuidora: Downtown Filmes/ Sony Pictures
Estúdio: Lereby Produções