Blood Sugar Sex Magik: Os 25 Anos Da Consagração Do Red Hot

blood-sugar-sex-magic

Por Renato Gonzaga

24 de setembro de 1991. A data que ficaria marcada com o lançamento de um dos maiores discos de todos os tempos: Blood Sugar Sex Magik. Para muitos fãs, este é o melhor trabalho já lançado pelo Red Hot Chili Peppers e não é difícil entender o porquê.

Meu primeiro contato com o disco se deu em 1992, naquela época a novela Perigosas Peruas contava com Give It Away na trilha sonora internacional e meio que sem querer fiquei com o refrão marcado na memória, sem saber o nome da música ou banda que a tocava. Quem viveu esse tempo sabe o quanto era difícil conseguir informações sobre bandas, uma simples fita k7 valia ouro.

perigosas-peruas-trilha-internacional

Em 1999 tive a sorte de encontrar uma caixa de CD no banco de um shopping e eis que o destino me presenteou com Blood Sugar Sex Magik. Não havia encarte, mas isso era o de menos.

Chegando em casa coloquei o disco pra tocar e finalmente descobri de onde veio aquele refrão que nunca saiu da minha cabeça. Fato curioso é que em 1999 o Red Hot já havia lançado mais dois discos, One Hot Minute (95) e o icônico Californication (daquele mesmo ano), mas até então nunca me interessei pelo trabalho dos caras.

BSSM foi um divisor de águas na minha vida musical. Naquele tempo eu estava imerso no universo do heavy metal com o Metallica, Angra, Helloween, etc. Levei um tempo para assimilar o funk-rock no disco e finalmente entender, como disse no início, o porquê Blood Sugar é considerado o melhor trabalho do Red Hot Chili Peppers.

Flea e Frusciante são dois monstros tocando. É surreal a complexidade das linhas de baixo e a aparente simplicidade das guitarras, somado aos vocais de Anthony Kiedis.

A formação que gravou o clássico de 91: Flea (baixo), Chad Smith (bateria), John Frusciante (guitarra) e Anthony Kiedis (vocal).

A formação que gravou o clássico de 91: Flea (baixo), Chad Smith (bateria), John Frusciante (guitarra) e Anthony Kiedis (vocal).

Eles não viviam uma boa fase desde a morte do guitarrista Hillel Slovak em 1988, por overdose. O próximo trabalho seria tudo ou nada. Era o ressurgimento ou definhar de vez.

Decidiram então trocar a EMI pela Warner e junto dela veio o novo produtor Rick Rubin, um nome de peso na cena musical. Rubin já havia trabalho com bandas de alto calibre como Slayer, produzindo pelo menos 4 discos, inclusive o clássico Reign in Blood.

Rubin sugeriu que a banda gravasse o álbum na mansão em que viveu o ilusionista Houdini. A ideia não veio ao acaso: o local já foi usado por vários nomes da música, como Beatles, Jimi Hendrix, David Bowie, Linkin Park e System of a Down.

A banda ficou quase dois meses confinada na mansão gravando a base do álbum nos cômodos da casa, frente a frente, como se tocassem num ensaio, usando o mínimo de tecnologia possível para somente depois mixar em estúdio. Total imersão e dedicação não poderiam resultar em algo que não fosse excepcional.

Analisando algumas das minhas faixas favoritas, de cara já começa com duas pedradas na cabeça: ‘The Power Of Equality’ e ‘If You Have to Ask’. Com as levadas funkeadas e groovadas características.

Capa do single de Breaking The Girl,

Capa do single de Breaking The Girl.

Saindo um pouco da zona de conforto e partindo pra um lado mais folk, temos ‘Breaking The Girl’ e ‘I Could Have Lied’. Duas faixas sensacionais que quebram um pouco o ritmo sem perder a essência.

Capa do single de Give It Away.

Capa do single de Give It Away.

‘Give it Away’ dispensa muitos comentários. Considero a melhor faixa do disco. Se eu tivesse que definir a banda com uma música, seria ‘Give it Away’.

Capa do single de Under The Bridge.

Capa do single de Under The Bridge.

Na sequência:‘Under The Bridge’. Uma das mais belas canções já compostas. Letra, melodia e harmonia perfeitas. A atmosfera melancólica proposta pela guitarra de Frusciante casa perfeitamente com a letra de Kiedis, numa de suas fases mais complicadas devido ao uso de drogas e seu processo de recuperação.

Por fim, a faixa homônima ‘Blood Sugar Sex Magik’, com linhas de baixo e guitarra com o melhor da dupla Flea e Frusciante. Daquelas melodias que você ouve uma vez pra nunca mais esquecer. Vale destacar os vocais graves de Kiedis durante o verso e a energia aplicada no refrão.

Costumo dizer que Red Hot é daquelas bandas que conseguem agradar a todos, por mais crítico que você seja. E poucas bandas tem esse poder.

Blood Sugar Sex Magik é indiscutivelmente um clássico. Um álbum que está marcado na história da música e na vida de muitas pessoas. Eu sou uma dessas.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s