Falhou no ritmo

Get On Up

Pegue qualquer grande artista da música norte-americana como Michael Jackson, Prince, Tupac Shakur, ou até mesmo gigantes do rock britânico, como os Rolling Stones, que você verá no DNA musical deles uma marca forte e poderosa de James Brown.

Títulos como “rei do soul”, “pai e inventor do funk”, não são exageros para exemplificar a genialidade e a revolução sonora feita por Brown nos anos 60 e 70, que conseguem ecoar até hoje; e assim como todo grande mito, o cantor mais do que merecia ter uma cinebiografia.

Essa missão ficou incumbida para Get On Up: A História de James Brown (EUA, 2014), que retrata a trajetória de Mr. Dynamite de sua infância pobre e sofrida na Carolina do Sul, seus primeiros passos como cantor gospel, a consagração com o disco “Live At Apollo”, seus problemas na vida pessoal, e a consagração como um dos maiores nomes da história da música universal.

A reconstituição de época, dos shows, os figurinos, e principalmente a interpretação feita por Chadwick Boseman, são dignas de aplausos calorosos; e nomes como Viola Davis e Dan Aykroyd, dão um brilho extra no elenco de coadjuvantes.

Quanto à trilha sonora, nem preciso ficar me estendendo muito sobre o incrível poder de fogo que petardos como “I Feel Good”, “Sexmachine, “Super Bad” e “Papa’s Got A Brand New Bag” possuem e te convidam a dançar durante o momento em que elas tocam.

Get On Up cena do filme

Infelizmente, é no maior domínio monstruosamente talentoso de James Brown, que sua cinebiografia peca feio: ritmo! A ideia inicial de o roteiro fazer idas e vindas na vida e carreira do astro era até interessante, mas é mal executada, deixa o espectador como uma barata tonta, e quando finalmente encontra o fio da meada, volta com o vai e vem, deixando a trama em certos momentos cansativa.

Fora o fato de que alguns aspectos da vida do padrinho do soul são mostrados por alto, como seu comportamento agressivo com a esposa, e os problemas com as drogas.

No final, Get On Up dá a impressão mais de um telefilme bem feito, do que um filme realmente produzido para conquistar seu lugar no cinema. E apesar de suas falhas, chega a ser um bom entretenimento e que homenageia de uma forma bacana o legado do maior artista da verdadeira música funk.

Ficha Técnica

Gênero: Drama

Direção: Tate Taylor

Roteiro: Jez Butterworth, John-Henry Butterworth

Elenco: Aloe Blacc, Aunjanue Ellis, Brandon Smith, Chadwick Boseman, Craig Robinson, Dan Aykroyd, Fred Melamed, Jill Scott, Josh Hopkins, Lennie James, Nelsan Ellis, Octavia Spencer, Tariq Trotter, Tika Sumpter, Viola Davis

Produção: Brian Grazer, Erica Huggins, Mick Jagger

Fotografia: Stephen Goldblatt

Montador: Michael McCusker

Trilha Sonora: Thomas Newman

Duração: 138 min.

Ano: 2014

País: Estados Unidos

Cor: Colorido

Distribuidora: Universal Pictures

Estúdio: Imagine Entertainment / Jagged Films / Wyolah Films

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