O Grande Clássico Imortal De Van Damme

O-Grande-Dragão-Branco

Sabe aquele filme que reprisa zilhões de vezes na Sessão da Tarde, Corujão, foi um clássico absoluto de uma década, milhares e milhares de pessoas viram, mas menos você? Pois é, este era meu caso com o icônico filme de 1988 do astro belga Jean-Claude Van Damme: O Grande Dragão Branco.

Baseados em (possíveis) fatos reais, a história mostra o militar desertor norte-americano Frank Dux (Van Damme) que parte rumo a Hong Kong para participar do ultrassecreto torneio de artes marciais Kumite, onde a brutalidade das lutas pode levar até a morte!

Mesmo vendo o filme 28 anos após seu lançamento nas telonas, e 24 anos após passar pela primeira vez na TV brasileira, não fica difícil de entender o porquê de toda a mística envolta do segundo filme protagonizado pelo “Músculo de Bruxelas”.

Tendo as cenas de lutas coreografadas pelo próprio Frank Dux, as sequencias do torneio são espetaculares! Muitas deles estão até hoje no imaginário popular, como o “teste de entrada” de Dux no Kumite, e o inesquecível combate com o temível Chong Li (Bolo Yeung).

Muito bom, mas tijolo não revida!

Muito bom, mas tijolo não revida!

Junte a esse caldeirão explosivo da cultura pop uma trilha sonora eletrizante, belas paisagens asiáticas, uma boa seleção de lutadores, e um treinamento nada convencional, ingredientes que dão um toque extra a grandiosidade de O Grande Dragão Branco.

Falar que foi aqui que Van Damme chegou ao seu apogeu e começou a se firmar como astro de ação é chover no molhado, mas tal constatação não veio de graça, e quase custou sua carreira.

Reza a lenda que as coisas andavam tão feias na produção do diretor Newt Arnold, que sua estrela teria se prontificado a trabalhar também na edição dela, para que chegasse a tempo nos cinemas.

Tamanha entrega deu resultado: custando míseros US$ 1.100.000 para os estúdios Cannon, o filme caiu nas graças do público norte-americano, fazendo com que a bilheteria lucrasse dez vezes mais o valor de seu custo, e sua fama internacional não parou de crescer desde então.

Para se ter uma ideia de como o clássico 80’s foi influente, um dos mais icônicos jogos de luta da história dos games, Mortal Kombat, foi baseado nele, e era para ele ser um jogo próprio de Van Damme, mas por pedir um valor alto demais para liberar sua imagem, perdeu a bocada!

Nem tudo são flores, e O Grande Dragão Branco tem seus tropeços. O ator que interpreta o protagonista enquanto jovem tem uma atuação que chega a dar uma baita vergonha alheia, eclipsada somente pelo constrangedor close na bunda do personagem após uma “noite daquelas”.

Tais fatores tiram um pouco de seu brilho, mas, na somatória geral, o filme conseguiu não só ser uma polaroide marcante de uma década, como também honrar todo um legado começado e construído pelo mestre Bruce Lee, podendo ser considerado sem medo, a obra-prima dos filmes que envolvam a fórmula trama de fundo + competição de luta!

Fatality!

Fatality!

Ficha Técnica

Gênero: Ação

Direção: Newt Arnold

Roteiro: Christopher Cosby, Mel Friedman

Elenco: Bolo Yeung, Donald Gibb, Forest Whitaker, Jean-Claude Van Damme, Leah Ayres, Norman Burton, Roy Chiao

Produção: Mark DiSalle, Menahem Golan, Yoram Globus

Fotografia: Michael Bishop, Paul Hertzog

Duração: 92 min.

Ano: 1988

País: Estados Unidos

Cor: Colorido

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