A Força Da Massa

O Dia Do Galo

Elementos para compor o roteiro de um filme arrasa quarteirão é o que não faltou na epopeia do Galo rumo ao título da Libertadores 2013: goleadas acachapantes em cima de time argentino, vitoria suada na altitude da Bolívia, eliminação do São Paulo com direito a goleada, pênalti defendido de canela aos 42 do segundo tempo que isolou a eliminação nas quartas de final pra longe, gol no apagar das luzes na semi, e virada heroica na final.

O enredo miraculoso já traria fortíssimas emoções na telona, mas um ingrediente é fundamental nessa história desde que o Atlético Mineiro foi fundado em 25 de março de 1908 no coreto do Parque Municipal de Belo Horizonte: sua torcida!

Foi pensando em unir duas grandes paixões, o cinema + Galo, que o cineasta Cris Azzi, tendo Luiz Felipe Fernandes como co-diretor, convocou o coletivo Nitro e Alicate, numa equipe formada por 50 atleticanos, para dar vida ao filme O Dia Do Galo.

Aqui o foco é o dia que entraria para a mente e coração da massa atleticana: 24 de julho de 2014. Para mostrar todo clima de tensão, afinal de contas mais uma vez o Atlético teria de reverter um 2X0, o documentário acompanha a rotina de dez torcedores de manhã até a noite no confronto com o Olímpia na finalíssima.

Esses torcedores mostram bem a força que o futebol e um time de tradição tem na vida de milhões, ultrapassando as barreiras sejam de idades ou sociais, e de como gestos corriqueiros podem trazer um interessante registro de um dia que poderia ser como outro qualquer.

Mas aquele 24 de julho nunca poderia ser comum, e o documentário consegue captar toda a atmosfera que envolvia aquele momento chave na trajetória do Galo. E para amarrar toda a história do dia do título intercontinental, como não são mostradas imagens do jogo, o ícone do rádio mineiro Mário Henrique, o “Caixa”, consegue passar bem as emoções do histórico confronto entre mineiros e paraguaios.

Como bem disse o diretor em entrevista a TV Galo, o filme não é 3D, porém a emoção que emana da tela e o jeito minimalista e envolvente com que a obra foi feita, faz com que cada atleticano presente no cinema se sinta como se estivesse no Mineirão lotado.

Para quem pensa que o documentário possa interessar somente para quem torce ou gosta do Atlético Mineiro, vou mais longe, e indico também para os amantes do futebol e para quem apoia o cinema nacional, que assim como o time do Galo, é feito na raça!

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