Ganhou pela emoção

12 Anos De Escravidão

Há um bom tempo a Academia vem dando munição para os xiitas de plantão que criticam a maior premiação do cinema mundial, principalmente no quesito melhor filme, onde na opinião não só desde grupo, mas também de alguns cinéfilos, o Oscar já deixou de ser um parâmetro de qualidade.

Fato que ficou bem evidente em 2010, quando cometeram a injustiça ao darem a estatueta dourada para Guerra Ao Terror ao invés de Avatar, numa prova clara onde o filme que levanta a bandeira “Good Bless America” e apela para o emocional da memória americana já leva vantagem. E esse ano isso ficou reforçado com a vitória de 12 Anos de Escravidão, um filme muito bom e bem feito, mas longe de ser e preencher todos os requisitos necessários para justificar a vitória.

Baseada em fatos reais, a trama é bem densa e traz um olhar íntimo de um dos períodos mais violentos e de ponto máximo da ignorância humana, ao apresentar o músico norte-americano John Solomon, cidadão negro e livre, caindo numa emboscada ao se envolver com uma dupla de “empresários circenses”.

Atuações de Michael Fassbender e Chiwetel Ejifor, são um dos pontos fortes de 12 Anos De Escravidão.

Atuações de Michael Fassbender e Chiwetel Ejifor são um dos pontos fortes de 12 Anos De Escravidão.

Nesse momento é que começam a aparecer os elementos que poderiam fazer 12 Anos um filme memorável: as cenas de violência são de uma realidade tão impressionante, que nos fazem sentir na pele toda aquela angústia e dor, juntamente com as atuações afiadíssimas de Michael Fassbender e Chiwetel Ejifor, que coroam o ótimo trabalho de direção de Steve McQueen. A direção de arte, figurinos e a ponta de Brad Pitt também dão um up.

Já os entraves que aparecem são consideráveis e dão uma emperrada na obra; começando com algumas tomadas minimalistas, que deixam o andamento da trama arrastado quase parando, e a personagem de Lupita Nyong’ que por mais que se esforce e tenha cenas fortes, não tem o tempo suficiente na tela para mostrar ao que veio, mas, o que mais decepciona é chegar nos créditos finais e ver que a pífia e mal explorada trilha sonora é do grande Hans Zimmer.

Mesmo assim, o terceiro projeto de McQueen merece ser visto para que o mundo jamais esqueça uma de suas mais tristes memórias que deve servir de lição para que qualquer sinal de ato semelhante não possa ser repetido.

FICHA TÉCNICA

Gênero: Drama

Direção: Steve McQueen

Roteiro: John Ridley, Steve McQueen

Elenco: Adepero Oduye, Alfre Woodard, Andre De’Sean Shanks, Andy Dylan, Anwan Glover, Ashley Dyke, Austin Purnell, Benedict Cumberbatch, Bill Camp, Brad Pitt, Bryan Batt, Cameron Zeigler, Chiwetel Ejiofor, Chris Chalk, Christopher Berry, Craig Tate, Deneen Tyler, Devin Maurice Evans, Devyn A. Tyler, Dickie Gravois, Douglas M. Griffin, Dwight Henry, Garret Dillahunt, Gregory Bright, Isaiah Jackson, J.D. Evermore, James C. Victor, Jay Huguley, John McConnell, Kelsey Scott, Kelvin Harrison, Liza J. Bennett, Lupita Nyong’o, Marc Macaulay, Marcus Lyle Brown, Michael Fassbender, Michael K. Williams, Mister Mackey Jr., Mustafa Harris, Nicole Collins, Paul Dano, Paul Giamatti, Quvenzhané Wallis, Richard Holden, Rob Steinberg, Sarah Paulson, Scoot McNairy, Scott Michael Jefferson, Storm Reid, Taran Killam, Thomas Francis Murphy, Tom Proctor, Tony Bentley, Topsy Chapman, Vivian Fleming-Alvarez, Willo Jean-Baptiste

Produção: Anthony Katagas, Brad Pitt, Dede Gardner, Steve McQueen

Fotografia: Sean Bobbitt

Montador: Joe Walker

Trilha Sonora: Hans Zimmer

Duração: 134 min.

Ano: 2013

País: Estados Unidos

Cor: Colorido

Classificação: 18 anos

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