Olê, Olê, Maiden, Maiden.

"Scream for me Rio!"

“Scream for me, Rio!”

Após tanta espera, finalmente chegava o momento que este que vos escreve, e milhares que estavam presentes na cidade do rock, e os milhões que viam pela TV, conferir o espetáculo, aula, marco e experiência de outro mundo sendo feitos ao vivo e a cores: Iron Maiden!

Sim, eles estavam ali, e provaram porque e como são a banda de rock internacional mais amada pelo público brasileiro, de uma maneira que espanta e encanta, e que é uma das caras do Rock In Rio.

Doctor, Doctor do UFO era a deixa para que a banda subisse ao palco, e após a exibição de geleiras desmoronando no telão, chutassem bundas com “Moonchild”, clássico do álbum “Seventh Son of a Seventhh Son” de 88, que daria a tônica do show.

Mal tenho tempo de me recuperar, e logo vem uma de minhas favoritas, e haja pulmão pra cantar com gosto: “CAN I PLAY WITH MADNESS”!!!!!!! Ó Senhor, obrigado por me conceder este momento!

“The Prisioner” vem na sequência, e os fãs mais old school ficam esbabacados com a performance da canção, porém o melhor viria a seguir: “2 Minutes to Midnight”! Foda-se se estou perdendo a voz, e se terei câimbras por pular feito um chimpanzé após fumar maconha, mas ali estava mais do que claro que o jogo já estava ganho pro Iron.

Na quinta canção, temos um momento mais relax, com “Affraid Too Shoot Strangers”. Ótima escolha por sinal, pois logo após viria outro balaço certeiro pra botar a casa abaixo: “The Trooper”! Oooooooooooooooooooooooooo!

The Trooper by Saul.

The Trooper by Saul.

Começa a cair uma pequena garoa que, por ironia do destino, engrossa quando começa “The Number Of The Beast” do clássico homônimo de 82, e sabe-se lá como, aparece um boneco representando a besta no alto do palco, observando a banda em ação em meio a chamas.

Era hora de homenagear as origens da banda, e “Phanton Of The Opera” cumpriu mais do que bem esse papel. Depois, um dos maiores hinos da história do universo: “RUN TO THE HILLS”!!!!! Haja pulmão e gogó pra cantarmos como manda o figurino o refrão emblemático! E nessa hora o grande, mas grande mesmo, Eddie entra em ação trajado de marinheiro inglês, a La Assassins Creed, brincando com o guitarrista Janick Geers que desvia de um golpe, e brinca com Nicko McBrain ao bater no prato de sua bateria.

Mesmo sendo uma de minhas favoritas, em “Wasted Years” já estava sem forças, conseguindo apenas bater palmas, cantarolar e vibrar nesta hora.

Se um dia tiver um filho, neto, bisneto, e me perguntarem se em algum dia na minha vida, pude ver ao vivo um exemplo do que é o “rock espetáculo” que somente os grandes conseguem fazer, direi com propriedade que esse momento foi “Seventh Son of a Seventh Son”, onde Bruce Dickinson trajado de educador medieval severo com um topete “foi mamãe quem fez”, e Eddie de professor ao fundo em tamanho gigante, somado a um misterioso tecladista tocando um órgão na parte final da canção, fez um dos momentos mais épicos que se já tem registro!

“The Clairvoyant”, outra grande canção do disco de 88, vem em seguida, e nessa altura do campeonato ela serviria como uma espécie de aquecimento para o momento avassalador que estava por vir.

Agora era hora do sacrifício, de tirar da bacia das almas o último pique de energia, pra poder pular, cantar e se esbaldar no hino “Fear of The Dark”, que fez do primeiro ao último cidadão ali presente se entregar ao poder da música.

Levando o nome da banda em seu título, a décima quarta canção do repertório, traz Eddie novamente no palco em meio a algumas estátuas, e segurando um inquieto fantasma e com a cabeça em chamas, encerrando bem a primeira parte do espetáculo.

Iron Maiden.

Iron Maiden.

No bis, a clássica “Aces High” vai preparando bem o show para a sua reta final, onde os Maiden encerram com chave de ouro com “The Evil That Men Do” e “Running Free” onde membro a membro é apresentado e Bruce tem seu momento Merchan Neves, ao fazer um jabá de leve da cerveja da banda, não deixando de dar uma cutucada daquelas na cerveja do Rock In Rio .

Posso não ter visto Pelé, Tostão e Rivelino na Copa de 70, mas vi o trio Dave Murray, Adrian Smith e Janick Geers levarem ao êxtase 85 mil mentes e corações, e como pode um baixista empunhando seu instrumento musical na altura do joelho, tocar de forma tão fantástica como Steve Harris?! E Nicko McBrian mais uma vez demonstrou estar à vontade e feliz de estar tocando para seus fieis fãs.

E quanto ao Sr. Dickinson? Ele que me desculpe, mas para descrever o que vi o cantor fazendo, precisaria de no mínimo muitas e muitas enciclopédias para tal tarefa dada. MITO, sem mais!

Podem terem faltado vários hits, não ter sido apresentadas novidades no set, e ter faltado um pouquinho do brilho da apresentação de 2001, mas o fato é que mesmo já sabendo de cor e salteado o que os caras vão fazer, um show do Iron Maiden será sempre um grande momento para todo o sempre!

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