Eu Gritei (e muito) no Rock In Rio

Início das atividades no Palco Mundo.

Início das atividades no Palco Mundo.

Se a primeira vez a gente nunca esquece, a segunda pode ser ainda melhor, mesmo que venha com mais dificuldades e irritação, a compensação final é muito gratificante. E foi essa a tônica, de quem assim como eu, esteve presente no último domingo, 22 de setembro, no encerramento da quinta edição do Rock In Rio.

Assim como em 2011, os obstáculos estavam ali presentes: cansaço, uma longa distância a ser percorrida, sede, fila e de quebra uma incômoda dor de garganta, mas fã que se preze encara o desafio de frente, e vai contra a maré atrás do seu objetivo, então, let’s go to Rio, let’s rock!

Minha jornada rumo à cidade do rock começa ao fim da tarde de sábado, quando meu irmão Juninho e eu partimos da frente do Terminal Central de Uberlândia às 18h50min, onde logo adiante nos encontraríamos com a turma de Uberaba, e iríamos todos juntos estrada afora.

Chegando em Uberaba, mais uma galera entra no micro-ônibus e outra ocupa o ônibus que nos acompanhava na excursão. Após algumas paradas e cochilos, chegamos a cidade maravilhosa às dez da matina, e vamos pra Barra da Tijuca; ali aproveitamos para tirar fotos da praia e suas belas paisagens e formas, almoçamos e fomos para o terminal Alvorada para ir para cidade do rock.

Somente às 14h eu, Juninho e meu amigo Saul, de Uberaba e que se juntou a nós nessa epopeia, conseguimos pegar uma condução, e ficamos torcendo pra chegar a tempo de ainda pegar o show do Víper e André Mattos; mesmo chegando no local dez minutos antes do show, não pudemos ver este grande momento do rock nacional, pois só de fila encaramos uma hora, onde derretíamos feito picolé, e quando estávamos dentro do local do evento, a banda já estava em sua penúltima música e André anunciava que o show estava chegando ao fim, nos restando apenas assistir pelo telão o encerramento.

Com a missão e o desejo de quanto mais perto chegarmos do Palco Mundo melhor, nós conseguimos ficar numa região privilegiada, a cerca de 30 metros do palco, ajudados por alguns “impulsos” que vinham do nada dando espaço para aproximar ainda mais.

Porém a escolha de ficar próximo ao principal palco do festival, tem seu sacrifício, no caso o de perder os shows do Palco Sunset, que naquele dia estavam incríveis, mas era ou lugar bom no Mundo ou pegar um bom no Sunset e nos shows principais ficar láaaaaaaaaaaa longe!

Inclusive quero retificar aqui minha sugestão que dei numa pesquisa feita lá dentro para uma moça de uma faculdade que era uma das empresas anunciantes do Rock In Rio, de acabar com o Palco Sunset, e reunir todas as atrações num palco só com os shows começando a tarde e indo até de madrugada. Honestamente, Hellowen, Destruction, Krisium, Víper, Sepultura e Zé Ramalho são nomes que merecem um espaço que honre suas grandezas e nomes.

Então, aos fãs dos artistas acima citados, me desculpem, mas não poderei fazer uma análise dos respectivos shows, mas pelo que vi no telão e ouvi quando dava entre uma passagem de som e outra, a performance do Destruction e Krisium foi fodástica! E algo me diz, que após a apresentação a mil dos alemães do Hellowen, eles irão voltar na próxima edição e no palco principal. E o Sepultura e Zé Ramalho merecem mais do que show no palco secundário no Rock In Rio, deveriam era fazer uma turnê mundial! Que união mais espetacular que este país já viu! Épico elevado a potência infinita!

Kiara Rocks dando o ponta pé inicial no encerramento do Rock in Rio 5.

Kiara Rocks dando o pontapé inicial no encerramento do Rock in Rio 5.

Quando finalmente chega a noite, e os fogos de artifício anunciam os inícios das atividades do dia, sobe ao palco a desacreditada e já condenada Kiara Rocks; vários foram os gritos de Maiden, gente cantando aberturas do Dragon Ball Z, e mandando tomar no c* antes do show, mas, ao abrirem com classe mandando o petardo “Ace of Spades” do Mötorhead, meu amigo, a pancadaria rolou solta!

Nessa hora estávamos apenas Saul e eu lá na frente no meio da pancadaria, meu irmão já havia saído dali (sabiamente) pra outro lugar, e fomos prensados como sardinha, e literalmente “flutuamos” pois o público estava tão ensandecido que pulava de um lado pro outro, te levando como uma maré.

E a situação foi mais explosiva, quando dois convidados especiais apareceram: Marcão, ex- guitarrista do Charlie Brown Jr., e Paul di’Anno, ex- Iron Maiden, ao mandarem de cara “Highway To Hell”, os moshs só pioraram, e tendo de fingir que iria passar muito mal (mais um pouco ia mesmo), conseguimos nos safar do olho do furacão, e ficamos ao lado da mesa de som, uma região muito boa onde se vê bem o palco e fica o pessoal mais focado na música, e não na violência, podendo curtir finalmente o show mais numa boa.

De excomungados a aplaudidos, a banda fez o show mais surpreendente desta quinta edição do Rock In Rio, com um som pesado, cheio de atitude e empolgante, mostrando que se manterem esse foco e determinação, irá longe e representarão muito bem o rock tupiniquim.

Tom Araya liderando um dos show mais técnicos já feitos no festival.

Tom Araya liderando um dos shows mais técnicos já feitos no festival.

Se a coisa já estava porrada, agora seria mil vezes mais, mas desta vez com muita classe, competência e história, era a hora de entrar em ação uma das maiores lendas vivas do heavy metal: Slayer!

E Tom Araya e Kerry King mostraram logo a que vieram com “World Painted Blood” e foram mais afundo com “Disciple”. O refrão de “Dead Skin”: “Dance with the dead in my dreams, listen to their hallowed screams, the dead have taken my soul, temptation’s lost all control”, com certeza está ecoando na cabeça de muita gente até agora, grande momento!

Mas, os pontos altos apareceram com os clássicos: “Seasons In The Abys” foi de uma emoção única poder ver e ouvir ao vivo um dos melhores trabalhos da banda, que viria a incendiar a noite com uma bela homenagem a Jeff Hanneman, começando por “South Of Heaven”, passando  pela mega clássica “Raining Bloood” e “Angel Of The Death” . Neste momento mais uma roda de mosh, desta vez maior e mais selvagem, um triste e desnecessário registro, pois nessa “brincadeira” muita mulher, criança e pessoas do bem saíram muito machucadas!

O show no fim das contas foi ótimo, com a banda mostrando que superou bem as perdas de Dave Lombardo e Jeff, mas poderia ser ainda melhor se a interação de Tom com a plateia fosse maior e espontânea.

Avengend Sevenfold no palco = hora de todo mundo pular muito!

Avenged Sevenfold no palco = hora de todo mundo pular muito!

Xingados por muitos por conta do aspecto visual um tanto quanto emo, o fato é que da geração 2000 do rock, pouquíssimas bandas conseguiram se firmar com um trabalho autoral de qualidade, e se houve o primeiro momento de pular metros numa empolgação contagiante, a primeira banda a conseguir isso foi o Avenged Sevenfold, ao aparecer em frente nos “portões em chamas”, conseguiu levar geral ao delírio com “Shepherd of Fire” e “Critical Acclaim”.

Como todo grande grupo que se preze tem seu hino, o Sevenfold tem o seu, que é de longe uma das melhores coisas que ouvi de novidade em anos e que ganhou extra vida no domingo: “Buried Alive”! Santo Deus, o que foi aquilo?! Logo após vem “Fiction” para homenagear o primeiro baterista da banda, Jimmy “The Rev” Sullivan, e na sétima canção mais um mega petardo: “Nightmare”! Caraca, estamos todos muito loucos com Shaddowns , Zacky Vengeance, Synyster Gates, Johnny Crist e Arin Ilejay e mal chegou o show do Iron ainda!

Porém, por mais empolgante e fulminante que foi o show, a banda pecou ao não tocar “Welcome To the Family” e “Scream”, esse sacrilégio em prol da divulgação do novo trabalho “Hail To The King”, teve um preço um tanto quanto caro, tirando um pouco o brilho da apresentação.

Finalmente chegaria a hora de a lenda viva entrar em ação: Maaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaiiiiiiiiiiiiiiiiddddeeeennnnn! Só que tamanha grandeza e espetáculo merecem um post a parte, que convido você que chegou até aqui, para conferí-lo amanhã, neste mesmo blog, neste mesmo canal.

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