Os 13 Sintomas

Festival que mobilizou a população mundial em 1985 na luta contra a AIDS, deu origem ao dia do rock.

Não é exagero afirmar mas, há exatos 27 anos atrás, um mega evento fez com que a Terra literalmente parasse: acontecia o Live Aid, cujo objetivo era o de conscientizar a população mundial sobre uma grave doença, que nos 80 e 90 era a garantia de morte: a AIDS.

Como forma de chamar a atenção e fazer uma mobilização de todo o mundo, o festival reuniu os principais nomes do rock, divididos em dois grandes grupos: dos que se apresentaram no lendário estádio de Wembley, em Londres, onde 82.000 pessoas estiveram presentes, e dos que subiram ao palco no John F. Kennedy Stadium, com um público de 99.000 pessoas. Além de alguns artistas que se apresentaram na Austrália, Japão e Rússia.

O que se viu ali foi um verdadeiro videocollection de momentos antológicos do gênero mais fascinante da música: a performance perfeita do Queen em “Radio Ga Ga” onde Freddie Mercury ao conduzir aquele oceano humano batendo palmas em sincronia, mostrava porque a banda  foi (e é) uma das maiores do universo; a consagração do U2, que chamou a atenção de todos com seu show engajado e eletrizante; a histórica reunião do Led Zeppelin; e o encerramento em Wembley com Paul McCartney tocando “Let It Be”, fizeram com que o Live Aid ficasse para sempre na memória da história mundial, e também, fez com que nascesse ali a data oficial de comemoração por todos os amantes de boa a música e headbangers mundo afora: 13 de Julho, o Dia Internacional Do Rock.

Tentar explicar por que o gênero é envolvente, fantástico, rico musicalmente, comove gerações, não é das tarefas mais fáceis, mas uma frase de meu amigo e sócio de blog Jay Jay, define bem porque uma pessoa ama de verdade rock n´roll: “Uma vez que você é picado pelo mosquito do rock n´roll, você está infectado para sempre !”

E foi pensando nesta frase, que resolvi homenagear este grande dia fazendo uma lista, que por coincidências do destino e da mitologia da sexta-feira 13 (só faltou esse ano ser 2013, pra festa ficar completa), fiz uma lista dos 13 primeiros sintomas que se manifestaram em minha vida e que me fizeram estar infectado para sempre.

Sintoma nº 1: The Wall

Quando tinha apenas 4 anos e vi pela primeira vez as cenas do filme, que fez com que o clássico álbum The Wall do Pink Floyd ganhasse vida e movimento, aquelas imagens de animação de “Goodbye Blue Sky” jamais sairiam da minha memória, e “Another Brick in the Wall” logo de imediato virou um hino para mim, “Comfortably Numb”, anos mais tarde, seria um mantra e foi só com meus 18 anos, que pude entender a grandiosidade desta magnífica obra e todo seu contexto histórico.

Sintoma nº 2: I Still Haven´t Found What I´m Lookin For- U2

A primeira vez que esse mega clássico do U2 me chamou atenção foi no início do filme Noiva Em Fuga, que ainda não vi por completo, e eis que num acaso do destino, quando em uma das minhas muitas idas à casa de tia Ana, onde passava tardes e mais tardes brincando e conversando com meu primo Pedro, encontrei o LP de “The Joshua Tree”, que chamava a atenção logo na capa. Coincidentemente, qual era a segunda música do álbum? “I Still Haven´t Found What I’m Lookin For”, ponto para os quatro irlandeses, que ganhavam mais um fã de carteirinha!

Sintoma nº 3: O show dos Rolling Stones no Brasil em 98

Lembro até hoje de estar deitado na cama do meu quarto assistindo a transmissão do show dos Stones na Praça da Apoteose pela Globo, e mesmo tendo visto só o seu início, pois o sono venceu uma árdua batalha comigo, foi o suficiente para eu entender, mesmo com 8 anos de idade, o porquê de a banda que tinha uma enorme língua como logo, ser um dos deuses do rock!

Sintoma nº 4: Can´t Buy Me Love- The Beatles

O mais engraçado é que a primeira vez que ouvi o Fab Four de Liverpool não foi nas voz deles e sim na de Michael Jackson, quando o rei do pop performa o excelente cover de “Come Together” no encerramento de Moonwalker, clássico das tardes no Cinema em Casa do SBT. E foi na mesma clássica faixa de filmes, do canal do Homem do Baú, que vi um dos melhores filmes de comédia da minha vida: “Namorada de Aluguel”. E quem encerrava o filme com chave de ouro? Beatles com seu petardo “Can´t buy Me Love”, dali em adiante com a ajuda de meu grande amigo e beatlemaníaco André, seria mais um na infinita legião de fãs da banda.

Sintoma nº 5: Californication- Red Hot Chili Peppers

Um dos maiores marcos da carreira do Red Hot Chili Peppers e dos anos 90, Californication, mais parece um greatest hits da banda: “Otherside”, “Scar Tissue”, “Around The World”, “Get On Top” e a faixa título, sacudiram de maneira única o universo do rock. Os clipes desta fase são sensacionais e geraram o maior rebuliço no fim dos anos 90 e início dos anos 2000, e nesse período, tive a benção de presenciar um grande momento da música!

Sintoma nº 6: A chegada da MTV em minha casa

Tenho plena consciência de que não peguei a fase áurea da Emetevê Brasil mas, sua chegada em definitivo na minha casa em 24/3/2005 foi fundamental para que eu aumentasse meus conhecimentos videoclípticos e musicais, e por consequência, do rock!

Sintoma nº 7: Even Flow- Pearl Jam

Quando o Pearl Jam veio ao Brasil em 2006, um grande portal da internet promoveu o show e seu anúncio, que passava direto na MTV, que tocava somente uns trechos de “Even Flow” me chamou bastante a atenção e fez com que eu ouvisse um CD, um tal de “Ten” de 91, que meu tio tinha em sua coleção e ali descobri um álbum sensacional e uma banda idem.

Sintoma nº 8: Cabeça Dinossauro

Arnaldo Antunes no Titãs? Essa era uma pergunta que me encucava quando meu primo e guru musical, Jean Jones, me apresentou o terceiro disco titânico, que por sinal é sem sombra de dúvidas um dos melhores do rock tupiniquim, e ali pude perceber porque a banda é genial e entender a empolgação de Jean falar do período de Arnaldo na banda. Depois da primeira audição do disco, hoje um dia que passo sem ouvir Titãs, é vazio!

Sintoma nº 9: Sexo!! Ultraje a Rigor

Se você pesquisar no dicionário do rock nacional os verbetes: criatividade, irreverência e diversão, lá estará o Ultraje a Rigor. A primeira canção que ouvi do grupo foi “Marylou” clássico do histórico álbum de 85: “Nós Vamos Invadir Sua Praia”. Mas foi o segundo álbum, de 87, Sexo!! que foi o primeiro do grupo que ouvi e tudo ali me fez ser fã: a capa, a “penetração” do pino no vinil bem no meio do fiofó das cachorras pro bolachão rodar, as letras das músicas, a sonoridade e o alto astral transmitido, me fizeram ser um fã desde sempre!

Sintoma nº 10: Minha primeira ida ao London Pub

Mineiro adora uma praia, mas devo ser um dos poucos que não seguem e não tem essa paixão, e o mais irônico de tudo, é que a lembrança da qual me orgulho da minha primeira ida ao mar, ocorreu longe dali, mais precisamente no templo do rock n´roll em Uberlândia: London Pub. Dias antes de ir pra praia, ocorreria no pub a tradicional mega festa “Back To 80´s” e. encorajado por meu primo e fã de carteirinha do Rage Against The Machine, Alexandre, fui à festa, mesmo com receio de ser barrado na porta por ser menor de idade, fui! Ainda dou graças a Deus, e ao meu primo, por ter burlado as regras!

Sintoma nº 11: O Papa É Pop – Engenheiros do Hawaii

Os 18 anos de uma pessoa é motivo de muita comemoração: pode tirar CNH, ir às festas numa boa, ir nisso e aquilo, e a sensação de ser mais responsável e “livre”. Pra mim era motivo de preocupação, pois minha apresentação no Tiro de Guerra se aproximava e com ele aumentava o meu caçaço de encarar e pegar um “voluntário” serviço militar. Nesta mesma época adquiri meu primeiro cd do Engenheiros do Hawaii: O Papa É Pop. Nunca um disco se tornou uma trilha sonora tão marcante na vida de um garoto que amava os Beatles e os Rolling Stones, e que depois de ouvir sem cessar o álbum também passou a amar o trio GLM.

Sintoma nº 12: Detroit Rock City o Filme

A excelente comédia rock n´roll, que mostra até onde vão as loucuras de fãs do Kiss foi muito mais do que minha porta de entrada na banda; no dia em que vi o mesmo no Cinema em Casa, no meu primeiro ano de faculdade, vejo um colega de sala com uma camiseta da banda e ali puxo uma conversa: “Júnior, hoje passou o filme Detroid Rock City no SBT, sem cortes! Vi ele e curti d+++++!” Ali começava uma amizade que culminou no blog que você visualiza neste exato momento.

Sintoma nº 13: o show de Sebastian Bach e Guns N´Roses em Brasília em 2010

Só quem esteve presente no Ginásio Nilson Nelson no domingo de 7 de março de 2010 sabe o que foi sentir na pele a adrenalina do show do ex-Skid Row Sebastian Bach e a emoção única de ver, mesmo não sendo a formação original ou clássica, o Guns N´Roses! Naquele dia, Brasília foi definitivamente a capital do rock n´roll!

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