O fim de uma era. O início de uma lenda.

Quem diria ou esperaria que aquele menino com uma cicatriz na testa e um par de óculos redondos iria passar tanto tempo – pra ser mais precisa, 10 anos – fazendo parte da vida de tantas pessoas? Aquele menino que vivia embaixo da escada da casa dos tios ou com as janelas do quarto fechadas por grades. Aquele menino que todo mundo conhecia por causa de sua história: o popular Harry Potter. O menino que cresceu – literalmente ou não – juntamente com sua legião de fãs, da qual me orgulho em fazer parte.

Na minha humilde opinião, J.K Rowling foi muito feliz na sua estrada “Potteriana”: é incrível a proporção que tudo isso tomou, seja através da leitura de suas histórias ou das adaptações para o cinema. Ontem ainda, após a sessão, eu conversava com o JJúnior perguntando: ­_ E agora? Qual será a próxima “logia” que vai conseguir tudo isso? (…)

Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2, diferentemente do que aconteceu nos outros filmes, já começa a todo vapor, com Você-Sabe-Quem (Ralph Fiennes) se apoderando da varinha das varinhas que pertencia a Dumbledorne (Michael Gambon) para enfim, depois de tantos anos de espera, se preparar para o grande e inevitável confronto.

Enquanto isso, os amigos Harry (Daniel Radcliffe), Rony (Rupert Grint) e Hermione (Emma Watson) continuam sua corrida contra o tempo em busca das horcruxes que ainda restam. São sequências e mais sequências de pura ação (misturadas com os já conhecidos momentos de drama e agonia pessoal dos personagens), começando com a invasão ao Banco de Gringotes e a apresentação (e representação), diga-se de passagem fabulosa, do dragão utilizado na a fuga dos meninos.

Tendo mais um de seus devaneios, Harry tem uma visão e acredita que a próxima horcrux está em Hogwarts, onde podemos perceber mudanças bruscas: além de a escola ter se tornado uma verdadeira ditatura (com direito a castigos), professores e alunos já haviam se estruturado esperando um ataque de Voldemort, que aconteceria mais cedo ou mais tarde. Lá eles reencontram seus ex-colegas às escondidas a quem pedem ajuda na busca a tal horcrux que Harry acredita estar em algum lugar da escola, mesmo não tendo a menor ideia de onde ou por que objeto começar, ele ganha seus aliados. ­– Vale destacar o papel desempenhado pelo agora destemido Neville.

Outra personagem que andava meio apagada nos últimos filmes, mas que reaparece em grande estilo em Relíquias da Morte – Parte 2 é a professora Minerva  (Maggie Smith), que contraria as vontades do novo diretor de Hogwarts, Snape (Alan Rickman), só para ajudar Harry. Minerva, Flitwick (Warwick Davis), Lupin (David Thewlis), a Srª Weasley e vários outros também entram na batalha dando início a uma das cenas mais bacanas do filme quando começam a lançar vários feitiços de proteção sobre Hogwarts para tentar adiar o máximo possível que Voldemort e seu exército invadam a escola.

Enquanto Harry corre em busca do penúltimo objeto no qual Você-Sabe-Quem depositou sua alma, ele e seu exército começam a invasão, o que desencadeia ótimas sequências de combate e tensão ao expectador: a tão segura Hogwarts de Dumbledorne está aos pedaços. É aí que Potter toma, definitivamente ou em maior grau, a consciência de que essa luta é sua, que tudo isso já o fez perder várias pessoas queridas e que se ele não enfrentar de fato o destino que carrega desde bebê, isso não vai parar.

Caminhando para os instantes finais do filme, sobre os quais não falarei muito para não deixar a magia se perder, posso garantir que muitas surpresas e emoções ainda estão prestes a acontecer.

Durante todos esses dias que vinha esperando pelo momento de assistir à continuação de Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 1, que foram precedidos pelos momentos em que tive o prazer de rever TODOS os outros filmes, li e ouvi muitas pessoas que, diferentemente de mim*, também leram os livros falando que o final deixou a desejar e que mudariam isso e aquilo. Não os julgo ou condeno, mas para mim esse foi um filme épico! Chega a ser difícil falar de Harry Potter de uma forma imparcial, é uma saga que cresci assistindo, da criança ao adulto. Não tem como negar que me emocionei em muitas passagens de todos os oito filmes, que fiquei com raiva, comemorei as conquistas, sorri, CRESCI…marcou 10 anos da minha vida.

Já pararam pra pensar nisso, gente? Não foram 10 dias, 10 meses, foram 10 ANOS, conquistando novos fãs, nos transportando para um mundo mágico, fantasioso, mas nem por isso irreal.

(…) Não! Eu não consigo ver, pelo menos por enquanto, algo que será igual ao lendário Harry Potter. E caso isso não venha a acontecer, tudo que vi, conheci e possuo ainda estará guardado numa gaveta de algum móvel em alguma casa que morarei, onde estarão os filhos que eu posso vir a ter e eu mostrarei isso a eles. Assim como um dia outra lendária “logia”, Star Wars, me foi apresentada.

Darth Vader’s, Luke’s, Neo’s, Morfeus’, Frodo’s, Harry’s, Rony’s, Hermione’s, Edward’s, Jacob’s, Bela’s…e tantos outros quantos marcaram pessoas e mais pessoas. Como disse o grande diretor Robert Rodriguez em um de seus curtas: “Heróis vão e vem, mas as lendas são eternas.”

 “O fim de uma era. O início de uma lenda.”

@PotterPatos 

* Só para citar, no início da saga, durante minhas aulas de inglês, comecei a ler a versão não traduzida de Harry Potter e a Pedra Filosofal e notei muitos detalhes que não tinha visto no filme, então fiz um trato comigo mesma: não ler nenhum livro até que assistisse ao último filme. Último filme assistido, agora é hora de começar a conhecer os detalhes que não conheci nos filmes e me re-encantar mais uma vez. – Por isso, todos meus comentários e opiniões são pautados apenas nas sequências do filme.

Harry Potter and the Deathly Hallows: Part 2
Reino Unido/EUA , 2011 – 130 min.
Aventura / Fantasia

Direção: David Yates

Roteiro: Steve Kloves

Elenco: Daniel Radcliffe, Rupert Grint, Emma Watson, Ralph Fiennes, Michael Gambon, Alan Rickman, Matthew Lewis, Evanna Lynch, Helena Bonham Carter, Bonnie Wright, Maggie Smith, Jim Broadbent, David Thewlis, Julie Walters, Mark Williams, James Phelps, Oliver Phelps, Natalia Tena, Emma Thompson, Jason Isaacs, Helen McCrory, Tom Felton, Warwick Davis, Domhnall Gleeson, Clémence Poésy, John Hurt, Geraldine Somerville, Adrian Rawlins, Robbie Coltrane, Gary Oldman, Chris Rankin, David Bradley, Kelly Macdonald, Ciarán Hinds, Hebe Beardsall, Devon Murray, Jassie Cave, Afshan Azad, Anna Shaffer, Georgina Leonidas, Freddie Stroma, Alfie Enoch, Katie Leung, Scarlett Byrne, Miriam Margolyes, Gemma Jones

Um comentário em “O fim de uma era. O início de uma lenda.

  1. Eu era um preconceituoso com Harry Potter, n dava o braço a torcer para ver. Já tinha visto um pouco de alguns mas n era o bastante. Aí depois a Ana Paula, fã e postadora desse blog, me convenceu a ver o Relíquias da Morte 1 no cinema, fiquei boquiaberto. Na chegada do último nos cinemas tive que ver todos antes. Fantástico só digo isso.
    Sou fã de artistas ingleses, acho que um grande ponto no filme é esse. E a história é fantástica, faz você pensar, diferente de muitas histórias fantasiosas…

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