Caos No Ar

Oitavo filme de M. Night Shyamalan mantém clima tenso do início ao fim.

Um dos meus diretores favoritos é M.Night Shyamalan o indiano que surpreendeu Hollywood  em 1999 com o grande clássico do suspense O Sexto Sentido que vinha com um final idem; mas só vim a ser fã do diretor mesmo com aquele que na minha humilde opinião é o melhor de todos os tempos do gênero: Sinais de 2002 (que será tema de um futuro post). Depois de um bom tempo no querendo ver Fim Dos Tempos, finalmente com uma trégua da faculdade (quem está no último ano ou já passou por isso, sabe o que estou dizendo) vi o oitavo filme de Shyalaman.

E tudo começa de uma maneira fulminante, com duas mulheres conversando despretensiosamente no Central Park em Nova York, quando de repente uma tira o prendedor do cabelo e se suicida! E não para por ai, trabalhadores de um prédio perto dali também fazem a mesma atitude. Mas a história gira em torno  de um professor de ciências, Elliot (Mark Wahlberg) que passa por uma crise em seu casamento com sua esposa Alma (Zooey Deschanel) , que está supostamente cometendo adultério; e no meio desse problema ambos tem de fugir de uma série de fenômenos inexplicáveis que toma conta do sudoeste dos EUA, onde uma toxina liberada no ar faz com que as pessoas cometam suicídio.

A grande virtude do filme está naquilo que o diretor sabe fazer de melhor e com maestria, criar um clima de suspense que prende a atenção do espectador desde o primeiro minuto do filme aos créditos e Fim Dos Tempos é com absoluta certeza o filme mais violento nesse sentido de Shyamalan, a fotografia do filme também é um show a parte ao mostrar paisagens livres e bucólicas. A cena da senhora que acolhe Ellliot, Alma e Jess (sobrinha do professor) numa casa sinistra também é ótima. O final também é ótimo ao mostrar que nem todo desfecho fica no felizes para sempre. Outra coisa que gosto muito, é o fato do diretor sempre fazer uma ponta em seus filmes, mas neste não está tão fácil identificar sua participação o que torna um desafio interessante em saber quando ele irá aparecer na tela (fato que só fui descobrir ao ver os créditos do filme).
Mas assim como A Vila (o pior de sua obra, mas que mesmo assim da pra assistir) Fim Dos Tempos tem suas falhas, como no filme de 2004 o grande mistério que paira no ar já é desvendado de cara logo no início (quem prestar atenção já descobre o causador de toda a desgraça) e que neste está mais explicito. Outro ponto negativo é o papel de John Leguizamo que é um ótimo ator, mas seu personagem Julian é confuso e perdido em meio a trama. E o roteiro possui alguns diálogos desnecessários e que em nada acrescentam ao filme. Já uma das principais críticas negativas que o filme recebeu que foi a atuação dos atores, discordo, pois os atores conseguiram passar bem uma impressão de apreensão e medo devido aos acontecimentos catastróficos e Mark Wahlberg não é (aliás nunca foi) um ator limitado como alguns dizem, e representa muito bem seu papel no filme.
Não chega a ser um primor de filme e um dos grandes filmes de suspense, mas bate na trave para chegar nisso. Se você é fã de um ótimo filme de suspense e do grande diretor M.Night Shyalaman, vale a pena conferi-lo!
FICHA TÉCNICA
Diretor: M. Night Shyamalan
Elenco: Mark Wahlberg, Zooey Deschanel, John Leguizamo, Spencer Breslin, Betty Buckley, Tony Devon, Victoria Clark, Jeremy Strong, Frank Collison, Stéphane Debac, Ashlyn Sanchez, Robert Bailey Jr., Edward James Hyland, Susan Moses.
Produção: Barry Mendel, Sam Mercer, M. Night Shyamalan
Roteiro: M. Night Shyamalan
Fotografia: Tak Fujimoto
Trilha Sonora: James Newton Howard
Duração: 96 min.
Ano: 2008
País: EUA/ Índia
Gênero: Suspense/Drama
Cor: Colorido
Classificação: 16 anos
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3 comentários em “Caos No Ar

  1. Do Shyamalan eu não vi A Vila nem A Dama na Água, e só gosto mesmo de O Sexto Sentido e Corpo Fechado – Sinais eu gostei da construção da tensão, mas achei o filme conceitualmente muito falho (água). E Fim dos Tempos então, pra mim, é a maior patetice. A encenação dos suicídios é por vezes excelente, mas de resto, o motivo é forçado demais, e a tensão não funciona. Vou concordar com a parte da crítica de critica o elenco (com o perdão do trocadilho), mas preciso concordar também quando você diz que “Mark Wahlberg não é (aliás nunca foi) um ator limitado como alguns dizem”. De fato, o cara é muito melhor do que muito pensam, e muito disso se dá em função da sutileza de suas interpretações. Aqui, porém, não há muita coisa que ele possa fazer, embora acabe carregando filme todo nas costas.

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